Vinte (e um) anos após seu lançamento, o cadáver anunciado na primeira frase do Manifesto Contra o Trabalho [Manifest gegen die Arbeit, 1999] — “Um cadáver domina a sociedade: o cadáver do trabalho” — reuniu os trabalhadores de todo o mundo (reunidos enquanto cindidos e sem trabalho…) num empreendimento catastrófico global digno da analogia ao apocalipse (ou não estamos hoje num sistema produtor de imagens do fim do mundo?). Nesse texto (anti)clássico da crítica do valor [wertkritik], escrito na Alemanha dez anos após a queda do muro entre os supostos dois mundos (capitalista e socialista), a seita Krisis (como se refere Paulo Arantes) revela como aquilo que aparece como valor ontológico do humano que produz seu próprio mundo (o trabalho como nossa essência social!) se constitui, historicamente de fato, como uma amálgama de ideologias-mistificações modernas amarradas ao entorno de um núcleo duro: o fetichismo da forma social da mercadoria. Na “moral da história”, o Manifesto contra o trabalho nos convoca a pensar como a emancipação humana necessária (única saída para salvar a humanidade e o planeta) passa por derrubar, antes de mais nada, os modernos credos do Trabalho – deus sacrificial do capitalismo como religião.
Informações sobre o Livro
Título do livro : MANIFESTO CONTRA O TRABALHO
Subtítulo do livro : com um adendo de Norbert Trenkle: Vinte anos do Manifesto contra o trabalho
Autor : IGRA KNIGA
Idioma : Português
Editora do livro : IGRÁ KNIGA EDITORA
Edição do livro : Nova edição
Capa do livro : Mole
Quantidade de páginas : 200
Altura : 20.5 cm
Largura : 15.3 cm
Peso : 400 g
Gênero do livro : Literatura e ficção
Tipo de narração : Manual
Data de publicação : 01-12-2020
Ano de publicação : 2020